e, embora pareçamos andarilhos sem rumo
um dia veremos que apenas crescemos o bastante
a ponto de não enxergarmos mais as raízes que
ora nos prendem, ora nos alimentam
conversas infindaveis
16 Dezembro 2008
10 Dezembro 2008
diálogos com a morte
Posted by clandestino under conversas infindaveis, morte, ser | Tags: morte, niilismo, ser |Leave a Comment
ele: é isso!?
ela: sim, é…
ele: tem certeza?
ela: não, mas… é o certo, não é!?
ele: não sei… diria que não… mas você me confunde…
ela: se não for, descobriremos.
ele: poderá ser tarde.
ela: já é tarde.
ele: sim… é.
ela: então… vamos?
ele: …
ela: bom, posso te deixar aqui, por mais um tempo, ruminando rumores e humores…
ele: hum…
4 Dezembro 2008
sobre as manhãs de sol
Posted by clandestino under autoria diversa, conversas infindaveis, noite, poesia, ser, solidãoLeave a Comment
onde andarão as manhãs nervosas
que alimentavam a alma
que traziam o desejo da eternidade
o vazio interior
obcecado por descobertas
onde andarão
os irmãos de mãos dadas
vociferando esperanças
acalentando as angústias
num vórtice ensandecido
de ilusões malfadadas
é aí que estão
é aí que estamos
21 Setembro 2007
das conversas infindáveis (i) – sobre o amor
Posted by clandestino under amor, conversas infindaveis[2] Comments
[...] É pq eu não consigo enxergar o amor… Não o vislumbro… Acho-o tão efêmero que confundo-o com a paixão. Mas eu quis dizer isso que vc disse, e pra mim paixão é isso, uma vontade intensa de fundir-se com o outro, de conhecê-lo de cabo a rabo, de norte a sul, de leste a oeste, sugá-lo como o beija-flor suga a flor, de consumí-lo em segundos, de perder-se no vácuo do universo, uma coisa louca de querer guardar aquele ser dentro do seu peito, como se este órgão chamado coração fosse o mais confortável e seguro dos ambientes, imiscuir-se de tal forma com o outro que seria tal qual diz a letra da música, ’sombra no lençol que tateia a pele fina’1, teria coisa mais intensa que essa? Não sei, não sei.
Acho que ’sonhar pó na mina’, ’sonhar com britadeiras’, é sonhar com a intensidade, com o calor, com a paixão que lhe consome… Afinal, o ‘pó na mina’ é o que restou das máquinas que consumiram, lapidaram, dilaceraram as pedras, não é!?
1 – Música ‘Noite Severina’ de Lula Queiroga e Pedro Luís




