Essa cidade me condena. Me condena ao atraso. “Que tempo mais vagabundo é esse que escolheram pra gente viver?”, diz a letra da canção. Um transeunte passa. Cabeleira desvairada, camisão até o joelho, sujo, imundo. Um mendigo. O dono da banca ri, com o companheiro ao lado, fitando o transeunte. O que há de divertido em um mendigo? Essas pessoas me condenam. Me condenam ao atraso.

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