Transbordo tristezas

Do transbordo, vertem minhas dores
Mesquinhas, irresolutas

Os dias não me ensinam
Apenas me matam – lentamente

Minha garganta ensaia um nó
De amargura e solidão

São passos cada vez mais incertos
Com uma arrogante cara de tédio

Vestindo no rosto a imagem de um rei
O espelho não mostra o que se debate em meu peito

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