agosto 2011


Chove, lá fora,
em tetos e paredes
de carne e ossos.

Cimentados,
em bancos e chãos,
são inúmeros.

E jazem,
sem serem vistos,
quase roçando

nossas mãos.

Infelizmente tudo perdeu o sentido
Não há mais amizade que dure – ao Sol

Contornos, silhuetas, movimentos débeis
As frases saem vazias, estéreis – ao Sol

Seu sorriso de prata descobre-se
Puro latão, é moeda sem valor – ao Sol

Não tens a tua alma o ardor,
Essa vontade de ser, não te é sincera – ao Sol

Mas te mostras verdadeiro, nu,
Cru e sincero, sempre à noite – na dor