fevereiro 2012


A gente disfarça, olha pro lado, vai a um bar, pega um cinema, lê um livro. Conversa com um amigo. Ignora o suspiro. Mas, amigo, amigo, amigo, saudade não tem remédio, saudade não tem como abafar. Bate forte. Silencia a alma. Dá um nó na garganta. O jeito é se entregar às lembranças. Pegar um lápis, um caderno, jogar palavras ao léu. Catar pedras e atirar no mar. O jeito, amigo, é jogar a saudade para o ar.

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Quando menino, morria de medo do escuro. Bastante medo. Tinha medo de fantasma. Medo do diabo. Crescido, descobriu que fantasma não existe. Que diabo é um mito. Mas continuou tendo medo do escuro. Não era mais de fantasma ou do diabo que tinha medo. O medo era de ficar sozinho consigo.

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