caminhos que divergem
laços que se desfazem
fotografias apagadas
cartas desbotadas

o vento que sopra suave
agitando as janelas
sussurra nomes
surdas palavras

foi apagando os nomes
que se percebeu sozinha
entre quadros – velhas gravuras
pedaços retorcidos de ferro
e a coleção de livros de arte

o velho apartamento
brilhava solitário
no esquálido crepúsculo
de uma tarde sem tempo

sua alma outrora envaidecida
agora adensava-se
ante o delírio angustiante
do imenso vazio do viver

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