Há caminhos e descaminhos. Descaminha-se como se desembaraça um novelo, um conjunto confuso de fios, que já não é possível desenrolar. Cada insistência, cada puxão, só gera nós e mais nós intrincados. Descaminha-se. Volta-se a um ponto de compreensão, a um local reconhecido, seguro, onde possa se começar novamente, por outro caminho. O tempo perdido não volta. Erros não são corrigidos. Por vezes, dolorosamente, admitem-se fraquezas, abandonam-se promessas, descartam-se esperanças. Mas encontra-se um novo caminho. Novos odores, novas cores, novas formas, novos sons. Novas palpitações, novos tremores, novas excitações.
Descaminhar-se caminhando para dentro de si, voltar-se no emaranhado que é nossas vidas, a um ponto que ficou, há muito, incompreendido. E dar-se a chance de trilhar um novo caminho.

Anúncios