Tinha espaço entre as mãos. Espaço grande. Cabia o mundo naquelas mãos. Mas seus dedos desejavam os cabelos lisos dela, os pequenos dedos dela. Seus olhos, amendoados, podiam ver tudo, mar a mar, e mais mar. Mas eles só almejavam os pequenos olhos brilhantes dela, e o sorriso que o desconcertava. Seus pensamentos poderiam viajar o universo em uma lasca de tempo, mas em todo astro esbarrava com ela – a extraordinária força de sua existência em cada mínima demonstração de energia do universo. – Seu tempo, efêmero e tão infinito, permitiria mil existências, mas nenhuma delas parecia fazer sentido, sem a existência dela.

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