Solidão marinha,
entranhada entre os grãos de areia de tua orla,
a orla de teu vestido.

O teu perfume maresia,
corroendo memórias,
dançando com o tempo.

Tuas veias entranhando-se,
indo e vindo, teu fluxo sanguíneo
– sal no meu corpo.

Desnudada, tu, tão só,
ao Sol
– abraças a quem vier a ti.

Teu olhar longínquo,
infindo,
não me percebe.
Teu farol a atrair náufragos.

Meu corpo é teu, e se perde
nessa tua densa atmosfera
é teu hálito e teu sangue – sal
que me corrói a alma.

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