o espelho está distante hoje
– não me vejo –
voei em pensamentos pela janela
e me deparei com a imensidão

dessa vez não me assustei
os espaços vazios são enormes
embora pareçam sempre ocupados

percebi algo abaixo da superfície
tesouro esquecido, escondido, abandonado
– a superfície refletindo nossos egos –
e abaixo, e acima, o que existe?

mas dessa vez o espelho está distante
e a imensidão, além da linha que divide o horizonte,
não assusta mais,
é espaço estéril e fértil

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