Qual o caminho a seguir?
Já tanto há dito sobre isso
E nada há dito
não há caminho
Não há verdade
Não há nada que leve
à felicidade ou à tristeza
E tantas vozes gritam
por deuses, por verdades,
por negações, por amores
Há tanto… E tanto, tanto
Tanta gente, tantas vozes
Tantas letras, tantas imagens…
Vivemos na era das imagens
Fotografias
“Recortadas de jornais de folhas
amiúde”
É a era das imagens
Fotografias, gravuras, lápis que perpassam
folhas a perder de vista
É um vazio enorme a preencher
Não sei…
O que preenchemos? O vazio?
Ou o vazio nos preenche?
Quem envolve quem?
Tanto desespero
De lá e de cá
Dos com e dos sem
Desespero de quem tem?
Desespero de quem quer ter?
Chegamos num ponto comum?
Não sei para onde ir
Do lado de lá, alguém compra
uma passagem
Para viver, para passar,
daqui 500 milhas
daqui para o nada
A saudade vai perdurar
Desse pedaço de cá
Desse pedaço?
Não, talvez não
A saudade vai perdurar?
Ou a tristeza, a impotência,
de não ter conseguido mudar?

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